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Sexta-feira, Novembro 12, 2010
Posted
7:41 AM
by SERGIO LUIZ SIMONATO
Novo endereço, ja que tudo muda
http://esvaziandogavetas.blogspot.com/
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Quarta-feira, Junho 23, 2010
Posted
7:11 PM
by SERGIO LUIZ SIMONATO
Lido em algum lugar
( a moda de LFV)
“o arco mais utilizado é o de ferradura, que se caracteriza pelo seu peralte, ou seja, o prolongamento da curva do intradorso até alcançar a horizontal a um terço do raio por debaixo do centro do arco. É também importante que a linha de transdorso do arco caia verticalmente sobre a imposta, o que determina que o saimel tenha lado reto. Apesar disso empregam-se arcos de meio ponto e em mitra, como em São Francisco de Montelior”.
O que é maravilhoso na humanidade, é que alguém, em algum lugar, deve entender o que está escrito acima, e abaixo também:
“o entablamento dórico é formado por arquitrave lisa e o friso em cima, caracterizado pela divisão em triglifos e métopas”.
Talvez a linguagem náutica com suas bujarronas, enxárcias, etc., não seja, afinal de contas, a mais hermética das linguagens.
“Foram criadores de um ordem caracterizada por base simples, fuste liso e capitel com eqüino”.
Apesar do economês se arrostar na primeira posição das linguagens paroquiais, estes exemplos acima deixam dúvidas, e se você acredita que esse eqüino aí permite uma identificação da fonte do texto, aguarde a conclusão da frase
“E adornado o eqüino com ovas e setas”.
Danou-se!
( o texto foi tirado de um livro sobre história da arquitetura)
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8:14 AM
by SERGIO LUIZ SIMONATO
Cortes
(a moda de CDA)
Saiu da reunião dos executivos da sua empresa imensamente preocupado com seu futuro. Os cortes começariam em breve. Somente os mais capazes sobreviveriam. Todos eles teriam que se superar para atingir os novos patamares.
Sentou a sua mesa pensando como superar este trauma, e sobre a mesa, entre os diversos textos, um lhe chamou a atenção.
Era da Consultoria, e pregava a virtude de novas experiências.
“O novo gerente tem que ser generalista, conhecendo mais sobre tudo. Não haverá lugares no futuro para especialistas. Tem que aliar uma capacidade de general na elaboração das estratégias, com a do vigia que busca ver além da escuridão que o cerca, o inimigo que se aproxima”.
— Capacidade de decisão e de elaboração de estratégias, já tenho — pensou lá com sua gravata — Só falta as capacidades de um vigia.
No final de semana procurou no jornal um anuncio de vigilante noturno, e apresentou-se como candidato ao emprego, escondendo sua formação.
Para a mulher explicou que por uns dois meses ficaria fora às noites para treinar novas aptidões.
Na primeira noite foi morto por ladrões.
Conclusão : Roubaram-lhe o cargo
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Terça-feira, Junho 01, 2010
Posted
10:25 AM
by SERGIO LUIZ SIMONATO
UM CAMINHO DIÁRIO
Uma rua, comprida, que nasce na beira do rio Tietê e vai morrer dois quilômetros adiante numa praça da periferia de São Paulo. No seu começo, além de se ver o rio, vê-se muitas árvores de um imenso jardim, tão grande que é quase um parque e umas casas velhas. Depois de cruzar a avenida a rua já se sofistica (pouca coisa, pois estamos num bairro operário). Algumas lojas e uma escola estadual.
Antes de chegar na linha do trem, um prédio abriga uma igreja, destas que nos anos 90 se tornariam mania; aqui, apenas uma precursora. A linha de trem precisava ser atravessada correndo pois os trens vinham dos dois lados, e onde morreram muitos pedestres desavisados.
A lembrança deste trem trás de volta a amiga bem mais velha, com quem subia toda a noite esta rua, vindo da escola. Os dois cantando “Quem é você” de Chico Buarque, eu fazendo o “pierrô” ela a “colombina” , conseguindo harmonizar os versos de tanta repetição. A irmã dela, mais nova, que estudava na minha classe, vinha quieta e tímida ao nosso lado. Uma tão extrovertida e alegre, e outra tão fechada.
Na passagem de nível o desvio até o viaduto recém inaugurado, distante duas quadras, porque alguns dias antes alguém fora atropelado ali. A irmã mais velha morria de medo e forçava aquela volta. Voltávamos à rua e seguíamos juntos até a casa delas.
Logo após a linha vinha a ladeira onde o ônibus resfolegava e gemia, subindo tão devagar que mais valia ir a pé. Não era a toa que o apelido dele era Poeirinha. Estava sempre atrasado, e apesar de sair de perto da minha escola, e passar na esquina de casa, só o tomava em dias de chuva.
No meio da ladeira a travessa onde um dia, anos depois, a paquera abusada foi bem sucedida, mas esta história tem mais a ver com ônibus vazio, do que com a rua de todo dia.
Também pela metade da ladeira ficava outro colégio, desta vez velho conhecido, pois ali estudei os terceiro e quarto anos primários, e uma outra pequena escola, esta talvez mais marcante, com nome de Anchieta, pois lembro dela, mesmo tendo cursado apenas dois meses como preparatório para entrar no ginásio do Estado.
Vinha a seguir uma praça e no lado formado pela rua que falo ficava o posto que um dia pegou fogo e agitou todo o bairro. Na esquina uma padaria que de tão movimentada transformou seu dono em vereador, e o filho dele em apresentador de um programa sobre Portugal.
Depois da praça, quatro quarteirões que se perderiam na sua simplicidade, não fosse a feira semanal que aos domingos preenchia aquele espaço de vozes, sons e muita gente. Comprava-se café perto da padaria, e andava-se em toda a extensão da mesma até chegar em frente a adega onde terminava a feira.
Ao passar esta adega, um outro quarteirão, o último da rua. Um belo terreno onde o Cruzeiro F.C.. se apresentava todos os domingos, e onde brigas homéricas se sucediam. Numa destas os contendores foram parar nos sobrados que estavam sendo construídos do outro lado rua, e de onde não sobrou quase nenhuma madeira inteira. Este terreno transformava-se em bela lagoa em dias de chuva, até que construíram ali mais um colégio, famoso pela qualidade e pela quantidade de alunos.
Ao fim de mais uma ladeira, esta pequena, o entroncamento com outra praça, que abrigou a primeira biblioteca infantil do bairro. Na esquina uma padaria e uma farmácia, mais um consultório, pela fama que tinha o farmacêutico.
Todas as noites subia por esta rua ao voltar da escola. Acompanhado pelas amigas até a praça, e depois sozinho. Geralmente atravessava a praça em diagonal para pegar a Coelho Lisboa. Prestava atenção naqueles prédios todos, imaginando o que se passava lá dentro. Nas longas caminhadas até chegar em casa, ou então, em noites de chuva, ao passar de ônibus. A rua Tuiuti é hoje uma rua cortada. Uma estação do Metrô atrapalha ( ou facilita) o caminho. Lojas e mais lojas se amontoam perto da Silvio Romero. Ainda tem suas quatro escolas, o que num país de tantos analfabetos é de fazer inveja em qualquer possível concurso que as ruas tenham entre si. De vez em quando passo por lá a procurar o moleque, mas sei que ele esta dentro de mim.
Na rua Tuiuti começa a rua dos Cristais, bem em frente á igreja de um destes pastores, e por esta rua passei muitas vezes em frente à casa de uma menina, mas isto já é uma outra história.
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Sexta-feira, Abril 17, 2009
Posted
11:39 AM
by SERGIO LUIZ SIMONATO
A PRIMAVERA
Atravessar os campos de futebol e os trechos de mato que os intermediavam. Moitas de mamonas, arbustos de mato ruim que resistiam aos passos diários, permitindo apenas um caminho entre eles. Um terreno com restos de uma construção abandonada dava acesso a rua Demétrio. Aí era só virar a direita e chegava-se logo na Biblioteca Municipal.
As tentações pelo caminho eram grandes. Afinal alem dos campos de futebol, aquelas moitas proporcionavam bons esconderijos para as brincadeiras de mãe da lata, o agora chamado de esconde esconde. Tinha também o arbusto de uns 50 centímetros de altura, com uns pontos brancos nas pontas, do qual nunca soube o nome, mas que era muito útil, pois ao crescerem um em frente ao outro no caminho, permitia que se dessem um nó em uma ramo de cada pé. Criando uma armadilha responsável por muitos tropeços. Os tombos era espetaculares quando o “inimigo” vinha correndo (meu primo que o diga).
Mas, deixava tudo isto para trás e ia quase todas as tardes até a biblioteca, quem sabe iniciando ali uma paixão pelos livros que me acompanha até hoje. O que mais me atraia até ali era a enorme quantidade de jogos à disposição da meia dúzia de freqüentadores daquele lugar.
Vera, uma crioula forte, era a servente e nos tratava com muito carinho, preparando alguns lanches e ficando de olho para que não estragássemos os brinquedos. Havia uma orientadora para nos indicar livros e para verificar se liamos alguma coisa, pois só era dada permissão para entrar na sala de jogos quem havia lido alguma coisa. A cada dia lia uma nova história, pedindo algum livro que depois de rapidamente folheado, era devolvido.
Apesar da paixão pelos livros que me acometeu mais tarde, devo confessar que os jogos eram o que mais me atraia naquele local. Não havia daquilo em casa.
Como era freqüentador assíduo, um dia fui chamado a participar de uma peça infantil: "A primavera e as rosas". Peguei um papel (de coadjuvante vá lá), mas importante. Afinal era o jardineiro. Acredito que nesta minha única experiência teatral devo ter atingido o máximo da carreira; Se vivo fosse Shakespeare, haveria de me convidar para interpretar seus textos.
Ficava no palco a tomar conta das flores e a fingir que as regava, com um pequeno regador na mão, enquanto chegava a primavera. As flores eram algumas crianças menores que eu e que imitavam flores murchas, que as minhas águas não ajuntavam. A primavera era uma menina morena chamada Rose, do meu tamanho. Ela então pegava do meu regador e fazia florescer as rosas murchas. Minha água ficava muito melhor quando era ela que portava o regador.
Não recordo se algum parente chegou a assistir esta performance, mas acredito que não. Todos em casa trabalhavam, e não havia tempo naquele tempo para estas demonstrações.
Aquela biblioteca da Praça Ituzaingo nem deve existir mais, mas se lá estiver é bom que ainda esteja a plantar a semente do amor a leitura em crianças como eu fui. Quanto à Rose, minha primavera, alguém pode ter estranhado a forma como eu descrevi a forma que ela fazia o meu regador funcionar. É que a memória se confunde e pula alguns anos depois, já no quarto onde eram estocados algumas embalagens do Laboratório Ayerst. Lá, num sábado de manhã estávamos a fazer horas extras, conferindo estoques. E, enquanto o notista e a notista se divertiam no banheiro do escritório, eu e a outra notista que vinha a ser a antiga primavera, nos divertíamos no depósito, mas isto já é uma outra história.
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Quinta-feira, Dezembro 11, 2008
Posted
8:44 AM
by SERGIO LUIZ SIMONATO
De novo, e de novo, já publicado, mas nunca esquecido
O presépio esta alí . Empoeirado
Durante todo o ano fica alí guardado
Seus personagens amontoados na caixa
Uns sobre os outros. Em atitudes profanas
O menininho de braços abertos
Segura uma vaca em seu colo
A sua mãe, jogada num canto
E o cocho, berço do seu filho
A tampar-lhe o rosto
La está o presépio
Em dezembro, logo no começo do mês
Será limpo
Colocado em ordem, arrumado
Veneraremos o menino
Honraremos sua mãe, homenagearemos seu pai
Pediremos a eles uma série de coisas
Mas agora
Enquanto isso, esquecemos deles
De todos os personagens do presépio
Também em nossos corações
O presépio, seu significado
Seus participantes
Estão jogados num canto
Empoeirados
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Sábado, Outubro 11, 2008
Posted
8:40 AM
by SERGIO LUIZ SIMONATO
Quanto tempo sem aparecer! Por onde andavas?
Esses micros falíveis, que quebram, pifam e somem, levando consigo toda memória recente. Escleróticos que são.
Vamos retomando aos poucos.
Neto nasceu, netos cresceram.
Crises se foram, novas se instalaram.
Então, mais um pedaço do passado
ATRITOS
Nomes? Germano, Dario, Edenir, Rato. E outros. Onde estarão? É lógico que os times tinham muito mais gente. Mas se perderam no turbilhão do tempo. Estavam lá, brincavam nos campinhos, estão dentro da memória, mas não querem vir à luz. Tinham mais dois, mas não pertenciam a categoria de colegas, Seriam os amigos: Paulo e Manoel. Com estes havia um retorno mais imediato depois das brigas. E pouco a gente jogava bola.
Moravam todos por ali e se encontravam sempre no campinho. Germano e Dario eram tio e sobrinho. Tinham a mesma idade. Nas brincadeiras estavam sempre juntos e faziam uma dupla insuportável. O que eram ruins de bola, eram bons de briga. Não da para saber se individualmente também eram bons de briga, pois, nas poucas vezes em que apareciam sozinhos, não se metiam em encrencas.
Várias e inúmeras vezes voltei machucado para casa, por ter confrontado com eles. Muitos jogos não chegavam ao fim, pois eles tentavam ganhar no grito o que não conseguiam na bola. E, mesmo aconselhado pelos outros colegas, não aceitava esta imposição.
— Para que você se mete? Sabe que eles ficam te provocando só para te pegarem, e você ainda entra na deles.
Mas, como abandonar aquele gramado vistoso e a bola que corria solta todas as tardes após a escola. O negócio era encarar e torcer para que Dona Miguelina os chamasse antes da nova briga, o que, mesmo raramente, às vezes acontecia.
Dona Miguelina, uma senhora muito gorda, era mãe de um e avó do outro. Morava quase na esquina, numa casa caindo aos pedaços, e ficava grande parte do dia sentada numa caldeira, na calçada, gritando os nomes dos garotos e de sua filha Berta.
Esta rotina de jogo - briga - apanha iria continuar por muito tempo não fosse uma das visitas do Zé Augusto, meu primo. Na época este primo já tinha fama de ser encrenqueiro e briguento. Ex aluno de colégio interno, de onde fugira ou tentara fugir, havia aprendido a brigar e bem. Muitos anos depois fomos os únicos que se deram bem numa grande briga na porta de um baile, onde, mesmo tendo ganho a parada, apanhei bastante.
No dia desta visita fomos ao campo de futebol para brincar e encontramos o resto da turma. Após alguns minutos começou a provocação e desta para as vias de fato foi rápido. Os dois vizinhos vieram secos para cima de mim, só que desta vez tinha alguém do meu lado que além de não fugir do pau, sabia brigar.
A surra que o maior deles, Germano, levou foi tão grande que levou a gorda Miguelina a reclamar com minha mãe, e teve como conseqüência dos dois nunca mais me provocarem. Vale explicar que o Zé, que era baixinho, pegou o maior, e eu fiquei com o menor. Foi até covardia. Os narizes que sangraram ficaram muito tempo como salvo conduto.
— O meu primo vai voltar neste fim de semana.
Mas, logo o tempo passou, e mais depressa do que se percebia e já comecei a trabalhar e a ter outras obrigações, e só conseguia chegar no campinho bem mais tarde, com o jogo quase acabando. Apenas um outro gato pingado permanecia até a escuridão tomar conta do terreno, ou até as vozes das mães chamarem para jantar.
Ali fiquei muitas vezes a brincar de luta com um moleque mais novo que eu, numa brincadeira que só terminava quando a mãe dele chamava.
Este mesmo primo que me ajudou, reclamou tempo depois que nas brincadeiras de pegar, onde se passava correndo pelos caminhos entre os arbustos, as armadilhas bem preparadas davam-lhe grandes tombos, mas isto já é uma outra história.
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Domingo, Agosto 31, 2008
Posted
8:49 AM
by SERGIO LUIZ SIMONATO
Aniversário
Hoje o garoto aí da foto esta fazendo aniversário. Apesar dele dizer que gosta de estar sempre voltado para o futuro (e esta certo, tem que ser assim mesmo) sei que ele respeita muito o seu passado.
Parabéns
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Quinta-feira, Agosto 14, 2008
Posted
5:48 PM
by SERGIO LUIZ SIMONATO
CARROS DO TIO
Todos desse ramo da família Almeida tem uma história para contar que envolve um dos carros do Tio Arcindino. Dos mais novos aos mais velhos. As Kombi que desciam para a praia carregadas. E chegavam a fazer mais de uma viagem.
Ou a viagem com as irmãs para levar os ossos do avô. Momento solene, mas que rendeu boas histórias.
Na foto uma camionete. Não lembro muito dela não. Talvez porque a Kombi que foi pintada de tigre ocupe quase todo o espaço nesse tipo de recordação. Mas estou lá na carroceria, eu e o Wanderlei sem camiseta. A casa ainda não tinha muro, uma pequena cerca. A tia Nair estava tomando conta. E o Zé Augusto com aquelas roupinha de viagem. Depois ele brincava quando a gente fazia gozação.
Deve ter sido um sucesso naquela rua sem asfalto da periferia de São Paulo parar um carro na porta da gente
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Quarta-feira, Agosto 06, 2008
Posted
10:17 AM
by SERGIO LUIZ SIMONATO
5 FILHOS DE JOSÉ E MARIA
Ele era carpinteiro e sua mulher chamava Maria. Sei de dois casais assim. Um deles viveu na Judéia e quando o filhos deles nasceu foi tão importante que começaram a contar os anos a partir daquele momento.
O outro casal viveu no interior de São Paulo. Cresceram, se conheceram, casaram e foram tendo filhos. A vida melhorava, piorava, melhorava e piorava de novo. E os filhos iam nascendo. Foram seis, mas um deles não ficou muito tempo por aqui.
Tinham suas manias. Uma delas, todos os filhos tinham dois nomes. Repetiram nos dois mais velhos os nomes deles, e no mais novo o nome de um avô. Agora estão por aí. Já não estão os 5, por isso a foto
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Sexta-feira, Agosto 01, 2008
Posted
8:33 AM
by SERGIO LUIZ SIMONATO
Hoje é primeiro de agosto. Parabéns pela data, Zé Simonato, meu pai
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Domingo, Julho 27, 2008
Posted
11:57 AM
by SERGIO LUIZ SIMONATO
MARIA, ALBINA E NATALINA
Três mulheres, no momento da foto três avós. As três já cumpriram seus papéis aqui na terra e agora estão lá esperando novas ordens do criador. Que deve aproveita-las em outras tarefas porque elas foram muito competentes nesta passagem por aqui.
Uma, Natalina, viveu a efervescência do Rio e Janeiro nos anos 40 e 50. Cosmopolita, viajada. Um único filho que lhe deu 4 netos.
Outra Albina, nascida e criada em Barretos, de onde saiu poucas vezes para visitar parentes, mas voltando sempre. Ausências longas só para acompanhar o nascimento dos netos. Três filhos, que lhe proporcionaram 8 netos.
E Maria, nascida e criada no interior de São Paulo, nas diversas cidades que o seu pai teve que trabalhar,e que a vida e as necessidades levaram para a capital, onde criou os 5 filhos e ajudou a criar alguns dos 17 netos.
E um encontro numa festa, em Mairiporã, o riso, as flores, a alegria. AS flores que elas merecem, o riso que nos proporcionaram e a alegria por tê-las conosco
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Domingo, Julho 13, 2008
Posted
11:41 AM
by SERGIO LUIZ SIMONATO
CARNAVAL FRIGORIFICO
Carnaval nunca foi o meu forte. Dancei, pulei, brinquei. Mas sempre de forma mais tranqüila. E olha que os carnavais renderam histórias. Desde o “a roseira balançou e o sabiá cantou” no Saudades que só fui descobrir muito tempo depois que ra uma sacanagem, até um em que ganhei um troféu de folião do ano.. Mas foi lá em Barretos, o Diamantino era diretor do clube, sabe lá se o premio era para mim, ou para o “genro dele”. Mas o que importa é que esses carnavais no Frigorífico acabaram entrando para a história da família. Das duas, tanto a Malho como a Simonato. Todos temos casos para lembrar. Minha sogra machucando o braço no sábado, mas só indo no médico na quarta feira de cinzas. Meus sobrinhos se divertindo.
Mas reparem na foto. Dona Albina com um troféu, Carlinhos e Vivi bem cansados. Ops, o que o Quico ta fazendo ali? E aquele outro é o Dino? Só perguntando pra saber
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9:13 AM
by SERGIO LUIZ SIMONATO
Acabei de ler, gostei, compartilho
Uma criança, como seu estomago, não precisa de tudo que você pode dar a ela
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Quarta-feira, Julho 09, 2008
Posted
8:59 PM
by SERGIO LUIZ SIMONATO
MUITA ÁGUA E MUITA DIVERSÃO
O que mais é necessário? Uma mangueira de água, uma piscina de plástico, alguns netos e uma avó disposta a tudo. A vida se resume em viver os momentos conforme eles vão aparecendo. Mas naquela hora bastava a alegria de estar ali.
Pareço estar vendo:
- Vó, você vai entrar na água?
- Vem vó, vem.
E a avó ia. Brincava e se divertia. Aliás, como toda a avó quem se divertia mais era ela mesma, pois enquanto os netos brincavam na água, ela brincava na água e curtia os netos.
Deve ter dado um trabalho danado tirá-la de lá. Afinal nessa época ela ainda era bem gordinha. E com certeza, não ia querer sair tão cedo, enquanto o filho chato ficava do lado:
- Cuidado mãe! Vai pegar um resfriado! Cuidado com as crianças
Como esses adultos são chatos, bom mesmo é ser criança e ser velho. O resto é só uma passagem de um estado para o outro.
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